Pastor Gilmar Olarte, preso por
lavagem de dinheiro, renuncia ao cargo de vice-prefeito de Campo
Grande/MS
O pastor, contador e
vice-prefeito Gilmar Olarte (Pros), entregou sua carta de renuncia do
cargo, agora pela manhã (08/09). Implicações sobre a decisão, no
entanto, ainda estão sendo avaliadas nos bastidores da Câmara dos
Vereadores diante de possível delação premiada.
“Não posso dar opinião sobre
questão jurídica. Estamos cumprindo a Lei Orgânica e o regimento
interno. Sempre se comentou [sobre a renúncia], mas todas as
especulações são de foro íntimo”, desviou o presidente da
Câmara Municipal, João Rocha (PSDB).
Marcos Alex (PT), por sua vez,
se mostrou preocupado com desdobramentos de uma renúncia inédita
que resulta em mais dúvidas do que certezas sobre o futuro. Já
Otávio Trad (PTB) pontuou que a medida apenas muda grau de
tramitação de processos contra Olarte para a primeira instância.
Cinco linhas de texto foram
lidas, em plenário, antes de reunião com 18 dos 29 vereadores.
Houve quem comparou a reviravolta com um cassino, enquanto outros
como Roberto Durães (PSC) e Luiza Ribeiro (PPS) chegaram sem
compreender o que ocorria no Legislativo.
Descrença e apreensão, no
entanto, dividem espaço nos bastidores sobre possível delação
premiada de Olarte. Seu defensor, Jail Azambuja, nega que isso seja
prioridade. “Delação premiada é uma das possibilidades para
momento posterior, porque mais urgente é resolver a questão das
prisões”.
ENTENDA O CASO
Gilmar e Andréia Olarte foram
presos no dia 15, em razão da Operação Pecúnia, deflagrada pelo
Gaeco. O órgão, braço do Ministério Público, apura lavagem de
dinheiro obtido supostamente por meio de corrupção, na época em
que ele era prefeito e Andréia, primeira-dama.
Olarte já responde pelos crimes
de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, no âmbito da Operação
Adna, deflagrada em 2014, e por associação criminosa e corrupção
ativa no processo resultante da Coffee Break, ambas também
comandadas pelo Gaeco.
Informações do Correio do
Estado de MS
Lavagem de Dinheiro, Corrupção
Ativa e até Pedofilia
Denuncias de lavagem de
dinheiro, corrupção ativa, estelionato, uso de cheques de fiéis e
até pedofilia, foram algumas das acusações contra o
ex-vice-prefeito, que por força de liminar, chegou a assumir a
prefeitura da cidade morena, Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Até
agora quase nada foi provado oficialmente. Em relação à acusação
de pedofilia, sequer existem provas. Lavagem de Dinheiro é o único
crime provado pelo GAECO, que motivou à sua prisão.
ENTREVISTA À REDE GNI
Em entrevista à REDE GNI
concedida no hall do Grand Park Hotel, Gilmar Olarte, quando assumiu
a Prefeitura da cidade morena, disse que sua administração seria
pautada pela credibilidade e honestidade, que deveriam ser marcas
registradas de todo bom administrador. Parece que não cumpriu o que
prometeu.
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